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Case real: PME reduziu retrabalho com sistema sob medida

Uma PME de serviços reduziu o retrabalho operacional em 40% substituindo planilhas por um sistema sob medida. Veja os números antes e depois neste case real.

Douglas Oliveira•06 de outubro de 2026
Coordenador administrativo analisando relatório gerado automaticamente por sistema sob medida em tela de computador
Foto por Battlecreek Coffee Roasters na Unsplash

Três planilhas abertas ao mesmo tempo, uma equipe de oito pessoas mandando atualização por WhatsApp e um relatório que você refaz toda segunda-feira porque alguém esqueceu de salvar a versão certa. Se esse cenário parece familiar, você provavelmente já sabe o que precisa mudar. O problema nunca foi falta de diagnóstico. Foi encontrar uma solução que realmente funcione, e um fornecedor que não desapareça depois de entregá-la.

Este artigo documenta um caso real: uma empresa de serviços que vivia exatamente nessa situação e reduziu o retrabalho operacional em 40% depois de substituir três planilhas por um sistema sob medida. O objetivo aqui não é vender nada. É mostrar como isso funcionou na prática, para que você consiga avaliar se o caminho faz sentido para a sua realidade.


O problema que todo coordenador conhece de cor

Processos espalhados em ferramentas diferentes não são apenas inconvenientes. Eles têm um custo mensurável.

Uma pesquisa da McKinsey aponta que trabalhadores do conhecimento perdem, em média, 19% da semana buscando informações que já existem na empresa, só que estão no lugar errado. Para uma equipe de oito pessoas, isso equivale a quase um dia e meio de trabalho perdido toda semana, sem que ninguém perceba de forma isolada, porque cada pessoa perde um pouco aqui e um pouco ali.

O retrabalho operacional tem três fontes principais em PMEs:

  • Informação duplicada: a mesma dado registrado em dois lugares diferentes, com versões que divergem
  • Aprovação manual: alguém precisa encaminhar, confirmar ou validar algo que poderia ser automático
  • Ausência de histórico: quando um processo depende da memória de uma pessoa, e não de um sistema, qualquer saída da equipe reinicia o aprendizado do zero

O problema não é que a equipe seja desorganizada. É que as ferramentas não foram feitas para trabalhar juntas.


O que acontecia na empresa antes da mudança

A empresa do case é uma prestadora de serviços com sede na região de Santos, com 14 funcionários e faturamento mensal acima de R$ 200 mil. O coordenador administrativo gerenciava três processos críticos em paralelo: controle de ordens de serviço, acompanhamento de SLA com clientes e faturamento mensal.

Cada um desses processos vivia numa planilha diferente. As atualizações dependiam de membros específicos da equipe. Quando alguém estava de férias ou saía da empresa, o processo parava ou gerava erro.

O retrabalho não acontecia por falta de esforço. Acontecia porque a estrutura criava retrabalho inevitavelmente.

Os números antes da automação:

  • Tempo médio para fechar o relatório semanal de ordens de serviço: 4,5 horas
  • Erros de faturamento por mês (cobranças incorretas ou duplicadas): entre 3 e 5 ocorrências
  • Tempo gasto corrigindo esses erros: cerca de 6 horas mensais

Somando tudo, só nesses dois pontos, a empresa perdia mais de 20 horas por mês em atividades que não geravam valor.


Como o sistema foi estruturado

A solução não foi um ERP genérico comprado pronto. Foi um sistema desenvolvido especificamente para os processos dessa empresa, com três módulos integrados:

1. Gestão de ordens de serviço: cada OS criada no sistema já carrega automaticamente os dados do cliente, o SLA contratado e o responsável técnico. Nenhuma planilha paralela. O relatório semanal passa a ser gerado em menos de dois minutos.

2. Controle de SLA com alertas automáticos: o sistema monitora os prazos e dispara notificações internas quando um atendimento está próximo do vencimento. O coordenador para de precisar checar manualmente.

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3. Integração com o faturamento: quando uma OS é encerrada e aprovada, os dados já alimentam o módulo de faturamento. A cobrança incorreta deixa de ser possível no fluxo padrão.

A implementação levou dez semanas, incluindo levantamento de requisitos, desenvolvimento, testes com a equipe e ajustes pós-go-live. O treinamento foi feito em dois turnos de quatro horas cada, com acompanhamento nas primeiras semanas de operação.


O que mudou na prática, com números

Seis meses depois da implantação, os resultados mensurados foram:

Indicador Antes Depois
Tempo para fechar relatório semanal 4,5 horas 40 minutos
Erros de faturamento por mês 3 a 5 0 a 1
Horas mensais em correção de erros 6 horas menos de 1 hora
Retrabalho operacional geral linha de base redução de 40%

A redução de 40% no retrabalho foi calculada comparando o total de horas registradas em atividades corretivas (refazer, corrigir, reencaminhar) nos seis meses anteriores com os seis meses posteriores à implantação.

Um sistema sob medida não precisa resolver tudo de uma vez. Ele precisa resolver o que mais custa. Nesse caso, três processos integrados foram suficientes para mudar o resultado do mês.


Por que isso não aconteceu antes

A empresa já havia tentado duas soluções antes deste projeto. A primeira foi um software de gestão genérico, que não se adaptava ao modelo de SLA da empresa e foi abandonado em três meses. A segunda foi um freelancer contratado para desenvolver algo customizado, que entregou uma versão inicial e sumiu antes de concluir os módulos de faturamento.

O que diferenciou a terceira tentativa não foi a tecnologia em si. Foi a existência de um processo de levantamento de requisitos antes do desenvolvimento, e de um contrato que incluía sustentação pós-entrega com SLA de atendimento. Quando um bug apareceu no segundo mês de operação, havia alguém responsável por corrigir. Isso parece óbvio, mas é exatamente o que falta na maioria das experiências ruins que coordenadores relatam.

Se você está avaliando fornecedores de software agora, uma pergunta direta a fazer é: o que acontece se eu encontrar um erro seis meses depois da entrega? A resposta a essa pergunta separa parceiros de fornecedores que somem.

Para entender como empresas da Baixada Santista estão estruturando esse tipo de projeto, incluindo o que perguntar antes de contratar, vale consultar o guia sobre empresas de desenvolvimento de software na Baixada Santista.


Conclusão

O caso acima não é exceção. É o que acontece quando o desenvolvimento começa pelo processo real da empresa, e não por uma lista genérica de funcionalidades.

Antes de qualquer decisão, faça uma conta simples: some as horas que sua equipe gasta por semana em atividades de correção, reencaminhamento e retrabalho. Multiplique por quatro para ter o mês. Multiplique por 12 para ter o ano. Depois compare esse número com o custo de um sistema que elimine a causa raiz dessas atividades.

Na maioria dos casos que a Wake Tecnologia acompanha, essa conta fecha no primeiro ano de operação.

Se você quer conversar sobre os processos da sua empresa e entender se um sistema sob medida faria sentido no seu contexto, fale diretamente com um especialista pelo WhatsApp (13) 99659-8656. Você descreve como o processo funciona hoje, ele mapeia onde está o desperdício. Sem apresentação de slides, sem formulário de contato.

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Perguntas frequentes

Existe algum case real de PME que reduziu retrabalho com software sob medida?+

Sim. Uma prestadora de serviços de 14 funcionários substituiu três planilhas por um sistema integrado e reduziu o retrabalho operacional em 40% em seis meses, eliminando quase todos os erros de faturamento e cortando o tempo de relatório de 4,5 horas para 40 minutos.

Quanto tempo leva para implementar um sistema sob medida em uma pequena empresa?+

No case documentado, a implementação completa levou dez semanas, incluindo levantamento de requisitos, desenvolvimento, testes com a equipe e ajustes pós-go-live. O prazo varia conforme a complexidade dos processos.

Qual a diferença entre um sistema sob medida e um ERP genérico para PMEs?+

Um ERP genérico oferece funcionalidades amplas, mas exige adaptação dos processos da empresa ao software. Um sistema sob medida é desenvolvido para os processos reais da empresa, o que reduz o atrito na adoção e elimina funcionalidades desnecessárias.

Como calcular se vale a pena investir em automação de processos na minha empresa?+

Some as horas semanais gastas em correção, reencaminhamento e retrabalho. Multiplique por 4 para o mês e por 12 para o ano. Compare esse custo com o investimento no sistema. Na maioria dos casos, a conta fecha no primeiro ano de operação.

O que perguntar antes de contratar uma empresa de desenvolvimento de software?+

A pergunta mais importante é: o que acontece se eu encontrar um erro seis meses depois da entrega? Fornecedores sérios incluem contrato de sustentação pós-entrega com SLA de atendimento. A ausência dessa garantia é o principal motivo de projetos abandonados.

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